10 de junho de 2010

ROUPA DE GALA

A Seleção de Camarões já tinha inovado a algum tempo atrás, com camisas sem manga. A dona FIFA, careta que é, vetou. Agora é a vez da seleção da Costa do Marfim inovar. Ao contrário da maioria das seleções que se baseia nas cores da sua bandeira para compor os uniformes nacionais, a Costa do Marfim deu um show, mesclou o azul do céu com o marron da terra africana em seu iniforme. Maravilhoso, tomara que o use na Copa. Só para dar o crédito completo, nestes dois exemplos a Puma é a marca dos uniformes.

16 de fevereiro de 2010

BUS, STOP!

Há um tempo atrás postei uma matéria sobre o mercado de anùncio em ônibus aqui em BH. Nunca entendi porque as partes interessadas não se juntavam para promover melhoraria nesta mídia consolidada e de alto impacto.

Bom, mas agora o assunto é um pouco mais, digamos, complexo. Corre a boca miúda no mercado de BH que as empresas de ônibus não admitem mais anúncios de motocicletas em suas frotas.

Ponto 1: com que autoridade as empresas vetam ou não o que se anuncia, se elas são empresas que possuem concessão do estado para efetuarem transporte público e portanto são prestadoras de serviço público?

Ponto 2: Elas são empresas de TRANSPORTE público e não de exploração publicitária, que neste quesito é outorgado a elas uma licença para veicular publicidade e que nesse caso, fazem parte de uma cadeia produtiva que também fazem parte o anunciante, a agência de publicidade, produtoras e exibidoras (no caso empresas de ônibus).

Essa celeuma, segundo consta, começou quando uma concessionária de motos de BH veiculou anúncio onde afirmava que a prestação de uma motocicleta era mais barata que o valor mensal da passagem de ônibus. E é mesmo. Qual o problema? o que tem de depreciativo nisso? Usar argumentos comerciais na publicidade de varejo é mais do que normal.

A partir deste epcisódio as empresas de ônibus se recusam a veicular material anunciando motos. Quando elas assumem esse papel elas estão legislando em benefício próprio num assunto que não é o objeto principal de sua existência: o transporte público. Se existe algum material de publicidade que denigre alguém ou alguma coisa existe o CONAR para interceder. Porque não acionar o orgão para discutir o assunto? Decretar que não pode e acabou não é a maneira mais justa e democrática para resolver este assunto.

Para colocar mais pimenta nesse assunto - que já vem de longa data - está sendo veiculada atualmente uma campanha da BHTrans nos ônibus de BH que afirma que os acidentes de motos cresceram XX% nos últimos anos. Verdade, a considerar a quantidade de motos que entraram em circulação é provável que o número de acidentes tenham aumentado e isso merece uma campanha para alertar as pessoas e diminuir os acidentes.

Mas o que chama a atenção neste caso é o fato de que as empresas de ônibus se negam a veicular campanhas de motos e suas concessionárias mas abrem espaço para campanha onde aponta a motocicleta como agente principal em acidentes de trânsito.

Acho o seguinte: se o mercado é regulado e opera na legalidade, todos os anunciantes devem ter assegurados o seu direito de anunciar em todas as mídias regulares. Se existe algum material irregular sendo veiculado o CONAR deve ser chamado e se for o caso o material de ser retirado do ar.

O que não se pode admitir é censura prévia de material, principalmente motivada por interesses particulares por empresas de ônibus que prestam serviços públicos de transporte e não de publicidade através de concessão dada pelo estado.

Esse feudos precisam acabar.

Atualizando:
A bem da verdade, cometi um engano ao afirmar que a campanha acima era da BHTrans. Não é. É da Astromig - Associação Gestora de Benifícios Socias dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário, ou seja, é uma entidade ligada de alguma forma às empresas que fazem o transporte público de BH e Região Metropolitana. É explícito a tentativa de atribuir o crescimento do número de acidentes ao meio motocicleta. Poderiam aproveitar a oportunidade para fazerem uma campanha de educação no trânsito para os condutores de motos por exemplo , ao invés de atribuir ao veículo toda a responsabilidade dos acidentes. Abaixo vejam foto que tirei (tentei pelo menos) da campanha na traseira de ônibus.



12 de fevereiro de 2010

LOGORAMA - THE MOVIE

Uma das coisas mais bacanas que eu já vi abordando o universo das marcas. Um curta todo feito com logomarcas de toda a espécie. Só vi uma do Brasil, vejam se vocês descobrem. Vale cada segundo. Está em duas partes. Bonito, bem feito e crítico sem deixar de homenagear cada uma das marcas que aparecem.

Atualizando:
Os videos foram tirados do You Tube a pedido dos autores. Não tem problema, clique no link abaixo e se divirta, vale cada segundo.

28 de janeiro de 2010

APLICAÇÕES DE ALGUMAS MARCAS - BMG





Já falei aqui, num dos primieros posts deste blog, sobre a dificuldade de aplicação de determinadas marcas. Dei o exemplo da MRV Engenharia que ao patrocinar clubes de futebol teve que simplesmente abandonar o desenho original da marca pois ali ela não proporcionava uma boa leitura.
Agora volto ao assunto, coincidentemente com uma empresa mineira e na mesma situação, patrocínio de clube de futebol.
O Banco BMG está em franco desenvolvimento em sua expansão pelo Brasil e partiu agora para o patrocinio de times de futebol de uma forma mais forte.
Times como Coritiba, Cruzeiro, Atletico, alguns de Goiás e do norte e nordeste do país estão estampando a marca Banco BMG.

Seu desenho não mudou quase nada nos últimos 20 anos e talvez por isso esteja agora com dificuldade de ser aplicado em diversas camisas de clubes com diferentes cores e padrões gráficos. Isto é um problema crítico, pois o retorno midiático mais considerado destes patrocínios é exatamente a veiculação em jornais e TV. Por isso a importância de se ter uma marca bem aplicada, com boa "leitura" e com contraste adequado para se registrar tanto em fotos quanto em captação de imagem em movimento.

Pois bem, a marca do BMG sofre um pouco pela falta de uma solução mais consistente em seu desenho que lhe permita se apresentar com o mesmo impacto, legibilidade e identidade. Sem que eu saiba o motivo, tem horas que a marca aparece sem a inscrição "Banco", hora na cor laranja sobre fundo claro, hora em laranja e em branco sobre fundo escuro e o mais grave, com um out line (contorno) branco além do out line que já possui a marca.
Acho que o BMG poderia aporveitar esse momento de investimento em visibilidade da empresa através de patrocinio em times de futebol e rever seu desenho, inclusive eliminando estes pontos críticos de aplicabilidade. Afinal quem quer aparecer quer aparecer bem e bonito não é? Uma solução boa e que poderia ser um paliativo para este instante é a aplicação da logomarca na cor branca sempre que o fundo for escuro ou indefinido e mesclado. Aplicar a logo em branco (negativo como chamamos) é um recurso entre outras coisas de muito bom gosto. Um exemplo desta aplicação são os carros da equipe Williams de F1 onde todos os patrocinadores aparecem na cor branca sobre fundo azul escuro do carro. Acima, algumas imagens que mostram do que estou falando acima.

17 de janeiro de 2010

JORNALISMO OU SHOW?

Acho que a maioria das pessoas não pensa nisso mas é bom a gente falar. Os meios de comunicação que fazem jornalismo precisam definir o que é evento da casa e o que é jornalismo informativo. A Globo por exemplo está adotando um recurso gráfico na imagens que "enfumaça" a logomarca de uma empresa que aparece na imagem. O raciocínio é que ela não admite a figuração de uma marca que ela julga fazer ali um merchandising. Ora, se a Globo vai a um evento para fazer uma cobertura jornalística ela tem que registrar o que está acontecendo de fato ali, naquele momento. Se existe uma marca, um identidade visual de quem quer que seja ela não pode "alterar" a realidade julgando que ali esteja se fazendo uma propaganda indevida.
Desta forma, ela a Globo (ou qualquer outro veículo), começa a se dar o direito de, através de recursos tecnológicos, alterar a imagem que vai ao ar baseada apenas em seus princípios, se esquecendo que ela detem uma concessão pública e que por isso tem o compromisso e o dever de informar de forma mais isenta possível.
Se não atentarmos para esse "pequeno detalhe" daqui a pouco começaremos a ver imagens "falsas" nos telejornais apenas para atender aos princípios internos das gerencias editoriais dos veículos.
A própria Globo já faz isso. Reparem agora em fevereiro, nas transmissões dos desfiles das escolas de samba do Rio, ao iniciar os desfiles há uma queima de fogos virtual que dá uma sensação muito mais impactante do que há de fato no evento em si. Alguns dirão: mas isso é pra embelezar o desfile. Mas eu direi: é função da Globo fazer isso, ou embelezar o desfile é função de quem o produz?
Outra situação hipotética é por exemplo é um jogo de futebol onde existem 10 mil pessoas nas arquibancadas e com um simples recurso de video este público se transforma em 50 mil apenas para a transmissão ficar "mais bonita".
Existe uma diferença que deve ser respeitada que é o show da grade (novela, mini-séries, shows etc.) da emissora e o evento (produzido por outros) ue ela está transmitindo ou cobrindo jornalisticamente.

16 de janeiro de 2010

CAPANHÃO OU CAMPANHINHA

Usar a mesma ideia em campanhas públicitárias não é novidade e acontece até com muita frequência. No entanto algumas chamam a atenção por serem muito recentes e a semelhança estar concentrada em detalhes muito particulares. Nestas campanhas do Estadão e da Nova Schin, o mote ÃO e INHO foram usados para reforçarem a mesma ideia. Veja abaixo as duas campanhas e tirem suas conclusões.



14 de dezembro de 2009

GESTÃO DE MARCA

Minha Pós-Gradução em Gestão de Marca terminou no último dia 12 e um dos nomes mais respeitados do Brasil e varias vezes citados no curso é Jaime Troiano da Troianos Associados. Escute esta entrevista dele à Rádio CBN. Marca é um assunto rico, muito além de um logotipo bonito.

22 de setembro de 2009

14 de setembro de 2009

O MINI É O MÁXIMO

Um homem em São Paulo, há mais de 15 anos pega seu carro amarelo, estaciona em uma esquina e fica ali por horas ao lado dele com seu terno duvidoso, óculos de surfista e seu cachorrinho de pelúcia. A fábrica do carro Mini Cooper (BMW) aproveitou o que estava pronto e fez uma ação de marketing super legal e bem humorada. Como todo mundo (em SP) já conhece a figura, o impacto foi enorme vejam:

31 de agosto de 2009

SOUND IN THE BOX

Pingarei aqui também algumas gotas de boa música. Com vocês: the originals Grand Funk.

25 de agosto de 2009

NEW AUDI - A LOGO


A Audi fez uma ligeira mudança em sua logomarca. Normalmente estas alterações muito discretas tem por objetivo apenas atualizar esteticamente o design da logomarca e tem pouco a ver com alguma mudança de posicionamento ou reestruturação da empresa.
Costumo citar como exemplo aquela pessoa que usa bigode a vida inteira e é reconhecida pelo bigode que tem. No entanto se você pegar fotos desta pessoa ao longo do tempo, irá reparar que o design do bigote sempre mudou . Ora cheio, ora mais ralo. Por vezes mais comprido outras mais curto etc. Isso tem a ver com as variações estéticas de cada época, no entanto aquela pessoa sempre foi reconhecida pelo seu bigode e nunca deixou de usa-lo. A atualização da logo da Audi, neste caso, tem o mesmo objetivo.

19 de agosto de 2009

A ZOOMP ESTÁ MORTA. VIVA A ZOOMP


Esse negócio de marca é muito doido mesmo. Uma das marcas mais conhecidas e prestigiadas na moda brasileira a ZOOMP não existe mais.
Éh, eu também não sabia. Em 2006 o dono da marca Renato Kherlakian vendeu a ZOOMP, atolada em dívidas, para uma grupo de "investidores em moda" o grupo I'M (Investidores em Moda, sacaram????). Pois bem, o grupo fez água e levou pro ralo a ZOOMP e outras marcas do segmento que eles compraram.
Este caso me faz pensar sobre que tipo de parceiro você trás para o seu negócio. Quando vc se associa a um mero investidor o resultado é este ou o desvirtuamento do perfil da marca, a troca do seu DNA. Isso acontece porque o investidor está ali apenas para investir capital e e obter resultado de capital, muitas vezes conhecendo pouco ou quase nada do negócio. Nunca vi com bons olhos essas associações entre grupo investidor e empresas detentoras de marcas e produtos.
Agora Renato Kherlakian, antigo dono da marca ZOOMP, está voltando ao mercado com uma marca de jeans de luxo ou seja, volta a fazer o sempre soube fazer bem feito.

ADIDAS - PUMA

E pensar que as duas eram uma empresa só quando foram criadas.



E pensar que as duas empresas eram uma só quando foram criadas.

10 de agosto de 2009

TWITTER - MANUAL DE USO

Hoje foi lançado o livro "Manual Twitter" de Juliano Spyer (@jasper) que faz um raio x deste fenômeno que é o Twitter. Com prefácio de Marcelo Tas, o livro é tão atual que fala até do bug da semana passada que acometeu o site. Hackers invadiram e derrubaram o Twitter por algum tempo, o suficiente para que todos os usuários ficassem sem "twittar". A rapidez das informações é tão maluca que o livro foi distribuido simultaneamente pela web para quem quiser baixar. Clique aqui e baixe a versão em pdf.
Isso me faz refletir sobre o que o Marcelo Tas disse ontem em entrevista a Fenanda Young no GNT. Ele observa que, enquanto a gente (geração de 30 a 4o anos) fica discutindo sobre a Web e o que ela é capaz de fazer e nos proporcionar, a geração mais nova discute sobre o eles estão fazendo na rede. Nós ficamos a todo instante embasbacado com as novidades que aparecem, enquanto eles não perdem tempo com isso e partem para fazer logo. Beauty and Faster esse negócio.

3 de agosto de 2009

FÓRMULA DA GRANA

O site FormulaMoney divulgou os valores de retorno de midia que algumas marcas tiveram este ano em 9 provas na F1. A Panasonic, que patrocina a Toyota, foi a que mais apareceu, e a Marlboro que nem aparece escrito nos carros e uniformes aparece em 5º. Veja a lista das dez mais, com o respectivo valor do retorno em milhões de dólares:

1) Panasonic (Toyota) - 53,21
2) ING (Renault) - 33,97
3) Vodafone (McLaren) - 33,45
4) Kingfisher (Force India) - 23,41
5) Marlboro (Ferrari) - 21,86
6) Petronas (BMW Sauber) - 17,97
7) Bridgestone (todas equipes) - 15,40
8) MIG (Brawn) - 14,43
9) RBS (Williams) - 14,01
10) Total/ELF (Renault e Red Bull) - 13,30

25 de julho de 2009

ESTOU ME DIVERTINDO

Deveria postar mais coisas aqui relativo ao curso da Pós que estou fazendo. Devagar vou tirando o atraso. Antes de mais nada estou me divertindo muito fazendo o curso. Incialmente fiquei ancioso por achar que ficaria muito atarefado com as atividades, mas apesar dos trabalhos estou gostando muito e me divertindo.
Bom, um dos trabalhos mais legais que fizemos foi uma proposta de marca para a cidade de BH, não para a prefeitura e sim para a cidade. As cidades mais "atualizadas" no mundo já trabalham neste conceito: tratar a cidade como se fosse uma empresa que como tal precisa de uma marca que dê visibilidade e identidade a cidade. Volto a dizer, não tem nada haver com marca de administração da cidade.
Vou tentar postar aqui o link para vocês verem nossa proposta. Este é um trabalho do nosso grupo, eu, Natália Assi, Talita Porfírio, Gayson Bezerra e Alexandre Marra, mas na real o grupo é outro.Mas isso é outra história.
Clique aqui e veja o trabalho.

23 de julho de 2009

TIRO NO PÉ

Aproveitei a final da Libertadores entre Cruzeiro e Estudiantes para refletir sobre estratégias de marketing de "última hora". Aquelas chamadas de oportunidades mas que são na verdade mais oportunistas do que qualquer outra coisa. Não que estratégias de oportunidade seja menor ou inferior, mas devem estar inseridas numa estratégia maior e mais consistente.
Veja o caso do jogo entre Corinthians e Palmeiras na campenato Paulista de 2009 quando Ronaldo Fenômeno fez seu primeiro gol no seu retorno aos gramados, os Cartões VISA patrocinaram a camisa do Corinthians com a expressão "go" . Esta ação fazia parte de uma campanha mundial da VISA onde ela divulgava seu novo posicionamento através do mote "go - vá de VISA", ou seja foi uma ação com ampla divulgação mas que fazia parte de uma campanha muito maior e que não tinha como intensão apenas pegar carona na volta do Fenômeno aos gramados.

Abaixo segue a sequencia de troca de e-mail entre eu e a gerente de marketing do Supermercados BH. Continuo com meu ponto de vista:

P
rezados, o Supermercado(s) BH experimentou ontem (15/07) o revés do
marketing.
Apesar de não executar nenhuma ação institucional que externe seu posicionamento de marca, ontem no jogo da final da Libertadores apostou no marketing de oportunidade (ou melhor, oportunista) estampando sua marca na camisa do Cruzeiro.
Como a empresa não tem nenhuma estratégia ligada a esta ação, a intenção era meramente aparecer nas possíveis fotos pós-conquista do título pelo Cruzeiro (mídia espontânea) oh! que grande sacada.
Como o título não veio e a estratégia era "vazia", o tiro saiu pela culatra.
Resultado: a marca dos Supermercados BH está associada a um dos
momentos mais tristes da história do Cruzeiro e de sua torcida.
Bela estratégia não?
P.S. sou cliente da loja do bairro Jaraguá e experimento todos os dias a péssima experiência de ver produtos com prazos de validade expirando, falta de marcas de determinados produtos, preços diferentes na gôndola e no check-out, atendentes mal treinadas e dispersos, ou seja, as minhas críticas vão além da ação “marketing” equivocada e se estendem ao relacionamento diário no ponto de venda.
Abs,

Celso Renato
www.wic.com.br

_____________________________________________________________


De: Marketing Supermercados BH [mailto:marketing@supermercadosbh.com.br]
Enviada em: quinta-feira, 16 de julho de 2009 17:54
Para: Celso
Assunto: Re: Estratégia do MKT de Oportunidade

Celso, boa tarde.
Alguns pontos do que você escreveu eu gostaria de contestar, não apenas como responsável pelo departamento de marketing desta empresa, mas como profissional da área.

1) "revés do marketing" - Discordo. Nosso interesse é pela visibilidade da marca num momento ligado à paixão nacional, que é o futebol, e certamente ela foi vista por milhões de pessoas. O Cruzeiro incontestavelmente é um grande time, tinha muita chance de ser campeão da Copa Libertadores. Surgiu a oportunidade e nós a aproveitamos. Oportunismo? Desculpe-me, mas eu discordo. Para mim, chamo novamente de GRANDE OPORTUNIDADE. Claro que se o Cruzeiro tivesse ganhado estaríamos mais satisfeitos, mas você imagina quantos acessos à internet, quantos jornais foram vendidos, quanta mídia espontânea teve a partida de ontem? Talvez mais do que se tivesse ganhado. Isso certamente é questão de ponto de vista.

2) "um dos momentos mais tristes da história do Cruzeiro" - Concordo. Muito triste, visto que todo time mineiro receberia o título com grande alegria, ainda mais com o desempenho do Cruzeiro até a final. Mas como EMPRESA MINEIRA, a Supermercados BH esteve presente num momento histórico do FUTEBOL MINEIRO. O fato de não ser campeão não desmerece os esforços do time, que chegou até a final, e muito menos da Rede BH. Na minha concepção, isso não nos macula em absolutamente nada. Patrocinamos um time. Torcíamos pela vitória, mas se isso não aconteceu, continuamos a admirar este time por sua história e trajetória de conquistas.

3) "Como a empresa não tem nenhuma estrátegia ligada a esta ação, a intenção era meramente aparecer nas possíveis fotos pós-conquista" - Perdoe-me, mas esta é uma concepção particular. Para todos nós aqui da empresa, foi uma grande estratégia de visibilidade, e ao meu ver, foi uma "excelente sacada"!

4) "ou seja, as minhas críticas vão além da ação "marketing" equivocada, e se estendem ao relacionamento diário no ponto de venda" - Certamente, Sr.Celso, como toda e qualquer empresa gerida por pessoas, temos defeitos sim. Não são poucos, assumimos. E não são poucos também os esforços para buscarmos a melhoria. Talvez um dos pontos mais positivos da Rede BH para mim, que trabalho aqui há mais de 03 anos, é a proximidade que temos com nossos públicos. Toda e qualquer crítica e sugestão que chega à diretoria é analisada, e se procede, o próprio diretor exige que sejam tomadas as providências. Isso chama RESPEITO AO CONSUMIDOR, e é justamente por isso, que nosso crescimento é um fenômeno no setor. Nossos valores vão além das preferências do futebol. Por isso, se há tantos pontos negativos na Loja Jaraguá, esteja certo que estaremos acompanhando mais de perto seus pontos de crítica, e ainda nos colocamos totalmente à disposição para quaisquer observações.
Atenciosamente,

Grasiélli Caldeira
Depto. Comunicação e Marketing
Supermercados BH

_____________________________________________________________

Olá Grasiélli.

É com satisfação e relativa surpresa que recebo sua resposta.
Digo “surpresa” porque não é comum no ambiente virtual recebermos um retorno tão rápido e completo como o seu. Por isso obrigado pelo retorno.

No que diz respeito a ação de MKT executada pela Rede BH, acredito não ser meramente um ponto de vista, considerando que a busca simplesmente de “mídia espontânea” é uma visão limitada e antiga nas relações com a comunidade. Nos dias atuais o consumidor já é bombardeado ao extremo com inputs de marcas e apelos visuais.
Acredito que o fortalecimento e a criação de uma cultura duradoura esteja mais ligada a ações de experiências de marca e não simplesmente ser impactados por elas.

É claro que a “midia” (termo banalizado hoje em dia) obtida ganhando ou perdendo é considerável, o que não se admite mais hoje é a não mensuração da qualidade deste impacto.
Não se trata aqui de torcer ou não pela vitória do clube patrocinado e sim da relevância desta participação.
Exposição de marca puramente não se justifica mais no cenário atual, o mix de ações de relacionamento com seu público e stakehouders é que faz a diferença de sucesso ou não do investimento (que não deve ter sido pouco) desta ação.

Volto a afirmar, se a intenção era apenas visibilidade da marca “num momento histórico para o FUTEBOL MINERO” (oportunidade ou oportunismo), o tiro saiu pela culatra, pois o momento escolhido acabou por ser negativo e a marca da Rede ficou atrelado a este momento.
A não ser que a Rede BH pretende dar continuidade à parceria com o clube Cruzeiro.

Quanto às questões do ponto de venda na unidade do Jaraguá, fico feliz com seu posicionamento e compromisso de estar atento nas correções e a promoção constante da melhoria dos serviços prestados.

Um cordial abraço,

Celso Renato
Wic Comunicação
www.wic.com.br

_____________________________________________________________


De: Marketing Supermercados BH [mailto:marketing@supermercadosbh.com.br]
Enviada em: sexta-feira, 17 de julho de 2009 09:38
Para: Celso
Assunto: Re: Estratégia do MKT de Oportunidade

Bom dia, Celso.

Agradeço suas considerações, ainda que discorde totalmente delas. Dá-lhe diversidade!!! E-mails como o seu abrem bem meu dia. Agradeço por isso. Suas considerações sobre marketing me remetem à utópica visão dos professores de faculdade. Relembrar é viver. Agradeço novamente.

Atte,
Grasiélli.

_____________________________________________________________


Olá Grasiélli, concordo integralmente com você.
A diversidade é que move e incentiva o desenvolvimento.
Tomara que esta discussão promova reflexões.

Quanto a visão utópica, é nela que nos abastecemos para enfrentarmos nossos desafios, no meu caso a mais de 20 anos.


Abs,

Celso Renato
Wic Comunicação
www.wic.com.br